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Projetos abordam geotecnologias na avaliação da dinâmica de gases de efeito estufa (29/12/2011) Imprimir E-mail
Por Graziella Galinari   

 Novos projetos de pesquisa da Embrapa Monitoramento por Satélite foram aprovados em edital competitivo. Os resultados foram divulgados pela Embrapa neste final de dezembro. Entre os aprovados há projetos componentes das redes GEE Grãos e GEE Florestas, sobre a emissão de gases de efeito estufa por parte desses sistemas de produção, e ainda um projeto sobre gestão da informação geoespacial.

Com o intuito de avaliar os impactos da agropecuária e silvicultura brasileira nas mudanças climáticas, grandes redes de pesquisa foram implantadas pela Embrapa para quantificar os balanços de gases de efeito estufa (GEE) em sistemas produtivos brasileiros nos diferentes biomas. No último edital, três projetos componentes da Embrapa Monitoramento por Satélite foram aprovados como parte dessas iniciativas. Desde o ano passado, a Unidade também participa da Rede Pecus, voltada para a atividade pecuária brasileira.

Pela rede GEE Grãos, o projeto liderado pelo pesquisador Daniel de Castro Victoria será responsável pelo mapeamento, espacialização e classificação dos sistemas produtivos de grãos com o uso de sensoriamento remoto. Um panorama nacional da agricultura será traçado a partir de dados secundários de produção agrícola. Victoria explica que será montada uma plataforma online (WebGIS) na qual as áreas amostrais, nos diferentes biomas, estarão delimitadas e servirão como alvos de controle para o treinamento e validação de diferentes sistemas de classificação de uso e cobertura do solo a partir de sensores remotos. “Desta forma, serão desenvolvidos métodos capazes de mapear os diferentes sistemas produtivos de grãos nos biomas brasileiros, oferecendo suporte para a elaboração e melhoria da precisão de inventários de GEE”, completa.

A avaliação econômica de tecnologias e políticas para mitigação de emissões de gases de efeito estufa em sistemas de produção de grãos é tema de outro projeto componente da rede GEE Grãos, sob liderança do pesquisador da Embrapa Monitoramento por Satélite, Sérgio Gomes Tôsto. Pelo projeto, haverá o trabalho de tipificação e localização espacial dos principais sistemas de produção de grãos, sua caracterização e análise econômica, a formulação de modelos de programação matemática e a avaliação integrada de sistema de produção, políticas públicas e elaboração de cenários. “Espera-se desenvolver instrumentos adequados de modelagem e de análise econômica que permitam a configuração de cenários futuros e a mitigação das emissões de gases de efeito estufa”, ressalta Tôsto.

Componente da rede que estuda a dinâmica da emissão de gases de efeito estufa e dos estoques de carbono em florestas naturais e plantadas (GEE Florestas), o projeto aprovado pela Embrapa Monitoramento por Satélite vai classificar digitalmente e estimar o estoque de carbono de áreas de florestas nos biomas brasileiros, por meio de sensoriamento remoto. O líder do projeto, Édson Bolfe, explica que serão gerados protocolos de mapeamento de carbono com custo inferior aos protocolos tradicionais e com possibilidade de extrapolar características locais para regiões geograficamente mais abrangentes. “Essa iniciativa deve ter ainda impactos na governança com a geração de uma base de dados sobre os gases de efeito estufa e estoque de carbono de forma espacialmente explícita, subsidiando tomadas de decisões governamentais e políticas públicas de desenvolvimento sustentável”, completa.

Gestão da informação geoespacial

O projeto de pesquisa "Avanços na Gestão da Informação Geoespacial para Suporte à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Agropecuária” foi aprovado no âmbito do macroprograma da Embrapa orientado para o desenvolvimento institucional da Empresa. Sob liderança da analista da Embrapa Monitoramento por Satélite, Debora Pignatari Drucker, o projeto pretende ampliar o fornecimento e acelerar a disseminação da informação geoespacial pela Embrapa por meio da implantação de um repositório de dados e metadados. A proposta tem consonância com as diretrizes da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE), instituída por decreto e que propõe um padrão para integrar todos os dados geoespaciais existentes nas diversas instituições do governo brasileiro.

 

Iustração: Embrapa

 
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