MONITORAMENTO POR SATÉLITES

A tecnologia espacial é a única capaz de garantir o monitoramento sincrônico e diacrônico do fenômeno das queimadas e o Brasil é um dos poucos países do mundo a dispor de um sistema orbital de monitoramento de queimadas operacional. Há 10 anos, a Embrapa Monitoramento por Satélite (http://www.queimadas.cnpm.embrapa.br) pesquisa e realiza o monitoramento orbital das queimadas em todo o território nacional, com base na aquisição de dados através do satélite NOAA/AVHRR, em colaboração com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE (http://www.inpe.br), a Agência Estado (http://www.agestado.com.br) e a Ecoforça – Pesquisa e Desenvolvimento (http://www.ecof.org.br). Um balanço desse trabalho acaba de ser publicado na revista do Centro Internacional de Monitoramento Global do Fogo -GFMC (http://www.ruf.uni-freiburg.de/fireglobe/iffn/iffn_22/content.htm).
As imagens do satélite NOAA/AVHRR são recebidas diariamente pela antena da Embrapa Monitoramento por Satélite, bem como pelo INPE e algumas outras instituições no país. A antena instalada em Campinas cobre grande parte do território nacional e da América do Sul (Fig. 1). Uma antena móvel pode ser deslocada para a recepção in loco quando os problemas de alcance da antena ou de transmissão de dados impedem a aquisição remota. Foi o que aconteceu quando dos incêndios de Roraima em 1998, quando a antena da Embrapa Monitoramento por Satélite foi deslocada para Boa Vista.

Figura 1

Os programas computadorizados de tratamento das imagens orbitais garantem a detecção dos pontos de calor, sua localização geográfica bem como uma série de correções geodésicas e radiométricas. Esse sistema vêm sendo aperfeiçoada há dez anos. Dezenas de mapas de localização das queimadas são gerados por semana, durante todo o período do inverno austral de junho a novembro. Os dados do monitoramento são disponibilizados sob a forma de mapas (por estado, região e nacionais) semanais, mensais e anuais na internet. Exemplos podem ser observados nas figuras 2, 3 e 4, e a totalidade na internet (http://www.queimadas.cnpm.embrapa.br). Em todo o Brasil, as queimadas obedecem a padrões de repartição espacial e de distribuição temporal bem característicos. Flutuações anuais dependem bastante do clima e da dinâmica atividade econômica.

Figura 2

Figura 3

Figura 4